Uso de celular em sala de aula: por que limitar o uso?

Tecnologia ajuda alunos, mas precisa haver equilíbrio e monitoramento

 

Uma pesquisa da TIC Educação 2016, divulgada nesta semana, mostrou que o celular e a internet estão ocupando cada vez mais espaço em sala de aula. O estudo, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), traz à tona a reflexão de como a escola deve cuidar disso.

De acordo com o levantamento, em 2016, 52% das escolas utilizavam o aparelho em atividades com os alunos. Em algumas delas, a ferramenta ampliou o acesso a materiais de estudo mais diversificados – o que seria um ponto positivo.  Um total de 1.106 escolas públicas e particulares de todo o país foi entrevistado.

No Anglo Leonardo da Vinci, a tecnologia é entendida como grande aliada no processo de ensino e aprendizado, uma vez que pode ajudar o professor na dinâmica de aula e também auxilia o aluno a buscar o conhecimento. No entanto, o uso de celular é tratado com bastante cautela.

Segundo a coordenadora Régia, nas turmas do Ensino Fundamental II, o uso é liberado somente no horário de intervalo, quando as crianças pedem para ouvir música ou desejam jogar. “Em sala de aula, somente em algumas exceções, quando o professor permite fotografar a lousa ou fazer outro registro pontual”, explica.

Os alunos se apoiam no aparelho para organizar trabalhos em grupos, trocar informações sobre tarefas de casa, tirar dúvidas entre eles e, para ela, isso é positivo, mas pode ser feito em outros momentos. “Ainda é uma fase na qual precisamos estar atentos a situações de bullying e entendemos que a restrição é importante para a segurança de todos. Além disso, eles já possuem materiais ricos que auxiliam no estudo”, ressalta.

No Ensino Médio, há mais flexibilidade, mas o uso de celular também é restrito. “Os alunos conseguem entender e respeitar que é preciso focar na aula. Quando necessário, o professor libera e monitora”, acrescenta a coordenadora do Ensino Médio, Rosane.

Para atender a demanda desses alunos que já vivem mais conectados, o Anglo Leonardo da Vinci propôs o uso do Moodle, um sistema que permite a aprendizagem social construtivista. Os docentes postam listas, vídeos e ouros materiais para estudo nesse espaço, e os estudantes podem consultar.

Outra ferramenta que tem sido positiva no Ensino Médio e curso Pré-Vestibular é a Plurallm, uma plataforma interativa na qual os alunos podem enviar dúvidas para professores, consultar banco de questões já respondidas, entre outras facilidades.  “A tecnologia é bem-vinda, mas com a finalidade de realmente contribuir para o aprendizado”, finaliza Rosane.