Trabalho de Campo na Cananéia envolve alunos

Professores dão aulas em um dos melhores roteiros ecológicos do mundo

Os alunos do 7º ano participaram de um Trabalho de Campo na Cananéia, uma linda e preservada cidade do litoral sul paulista, com um dos melhores roteiros ecológicos do mundo. Ela está situada a 265 km de São Paulo e é uma das mais antigas do Estado.

Seu Centro Histórico preserva os estilos arquitetônicos nas construções desde o período colonial no século XVII até o final do século XIX. O lugar perfeito para aulas ao ar livre. Durante o caminho, a turma observou a mata e o relevo e viu a prática de silvicultura, que é a ciência que se dedica ao estudo para identificar e melhorar os povoamentos florestais, e a agricultura na região.  

O grupo conheceu Cardoso, onde fizeram uma trilha até Sambaqui, um conjunto de conchas acumuladas que foram descartadas pelos povos dos sambaqui, nômades que deixavam os restos dos animais até formarem um grande um monte.

O trajeto contemplou a praia do Boqueirão Sul e lá a turma aprendeu sobre a formação de praias, o impacto do homem nesse ambiente (poluição) e o importante papel do mar e do vento como agentes de erosão, transporte e deposição para a formação de praias. Os professores também falaram sobre a vegetação.

Os alunos do Anglo Leonardo da Vinci visitaram ainda o Parque Estadual da Ilha do Cardoso e viram os botos, conhecidos como golfinhos. Ampliaram seu conhecimento a respeito de ecossistemas, como a restinga e a mata costeira. Perceberam a diferença em cada, como as plantas, o solo, o clima e até mesmo a quantidade de luz.

Segundo o professor Romulo, na restinga o clima é bem mais frio e tem um solo arenoso, ou seja, é mais poroso e há mais infiltração de água. Havia muitos insetos e bromélias. Na Mata Atlântica, o clima era bem diferente e o solo era argiloso. Por reter mais água, nem todas as plantas resistem e, assim, a vegetação se altera.

Outra parada foi o Museu da Ilha. Com esqueletos de baleias, tubarão branco e jubartes, os estudantes aprenderam a evolução de plantas e animais. O trabalho de campo possibilitou a vivencia no Manguezal.

“Fomos presenteados com um clima maravilhoso, aprendizados inesquecíveis, muitos conhecimentos, interação entre alunos e toda a equipe. Eles aproveitaram todos os momentos para aprender mais”, conta a orientadora Claire.