O Empoderamento da Mulher por meio da Bicicleta

Alunos participam de palestra na Granja Viana

Os alunos da unidade Granja Viana participaram da palestra “O Empoderamento da Mulher por meio da Bicicleta”, com Renata Mesquita designer gráfico, apaixonada por bicicleta, embaixadora Specialized e líder do grupo Pelotão das Minas. O objetivo foi pensar na revolução feminina e o esporte como oportunidade para a mulher se realizar e se superar.

Renata contou sua história de vida. Era uma pessoa sedentária como tantas outras brasileiras. Seu encontro com a pedalada aconteceu após um período difícil de depressão. Começar a andar de bike foi libertador e deu a ela forças para superar aquela fase turbulenta.

Iniciou uma nova paixão. Em 2012, fez a sua primeira competição e completou 200km em 11h. Foi uma das únicas mulheres e chegou com uma ótima colocação. "Eu consigo! É um esporte machista e eu dou conta de competir com eles”, pensou.

Pouco tempo depois, competiu novamente e o desafio passou para 300 km. Não demorou para querer ir além. E foi. Encarou a prova de 400km (27h de percurso) e depois 600km (39h). "As provas de longa distância me mostraram o quanto eu sou forte. Não só na bike, mas na vida”, acrescentou.

Ela fez parte da primeira equipe feminina que cumpriu uma prova de 24h em 2014 e tudo começou a girar em torno dessa prática esportiva. Participou do Bike Anjo, ONG que ajuda pessoas que começam a se locomover por meio dela. Fez um vídeo para a prefeitura de SP sobre "ir pra balada de bike" e começou a se destacar no meio do ciclismo.

Em 2015, foi convidada a ser embaixadora da Specialized (grupo que incentiva o ciclismo feminino). A atleta fundou o "Pelotão da Minas", um grupo composto por mulheres que pedalam todas as semanas. É focado em elevar a autoestima de todas elas.

No Dia da Mulher deste ano, Renata reuniu 110 na USP para pedalar. Com carisma, envolveu a turma do Anglo Leonardo da Vinci, incentivou a força feminina dentro e fora da escola e inspirou as alunas que participaram do encontro.

"Estamos vivendo uma revolução feminina. O ciclismo foi sempre um esporte muito machista, e isso está finalmente mudando. Infelizmente o esporte no Brasil é muito desvalorizado. Me alivia enxergar a vontade de ver a nova geração querendo mudar isso. Foi muito interessante nosso bate-papo. Só vi esperança”, ressalta a atleta.